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domingo, 27 de novembro de 2011

Mike Deodato - Série Quadrinistas Brasileiros

Afim de equalizar um pouco meu conhecimento sobre a produção nacional e os artistas que se destacam estou criando esta série entitulada "Série Quadrinistas Brasileiros". É uma forma de repassar ou fazer uma releitura sobre os artistas nacionais. De tempos em tempos, assim que conseguir um pequeno dossiê de cada um, publico neste blog para compartilhar com todos.

Bom... o primeiro felizardo foi o Mike Deodato, nenhum motivo especial, estava navegando na internet quando me deparei com algumas artes do HULK feitas por ele, então pensei!! Poxa... porque não fazer um levantamento dos artistas brasileiros que se destacam, nacional e internacionalmente? Pergunta comprida né? Mas foi isso, segue então uma pequena pesquisa a respeito e dentro em breve estarei puxando outro artista, sem qualquer ordem ou preferência.

Vamos lá!!
Nasceu, Deodato Taumaturgo Borges Filho e assumiu o pseudônimo de Mike Deodato. O talento e a paixão pelos quadrinhos herdou do pai, Deodato Borges: jornalista, radialista, roteirista além de quadrinista, criador do personagem "Flama", criado para as novelas de rádio. Personagem este que foi um dos primeiros a aparecer em revistas em quadrinhos publicadas no Nordeste brasileiro na década  de 60.

Como a maioria de nós, apaixonados por quadrinhos, criou seu próprio fanzine - "O Ninja" - junto com seu amigo José Augusto (roteiro). Nos anos seguintes seguiu uma escalada bem conhecida para a maioria dos quadrinistas brasileiro.... charges, cartoons, algumas estórias independentes, outras contratadas que seviam para mostrar seu talento.

Em um certo momento da carreira acontece o salto quântico...  de diagramador e desenhista de jornais, se vê com a oportunidade de publicar para um selo de quadrinhos americano " Innovation Comics ". Depois disso se viu desenhando Hibrides para ninguém menos do que Neil Adams, que foi também seu arte finalista.

Mas, o estouro veio mesmo em 1994 quando desenhou a "Mulher Maravilha" para nada menos que a DC comics. Não demorou para a Marvel ficar de olho no traço de Deodato e contratá-lo. Logo se viu ilustrando "Vingadores", "X-men", "Spidermam", "Thor", "Hulk", entre outros.

Bem...  o traço é bem ao estilo e gosto das HQs americanas, como podemos conferir nos vídeos a seguir:



Com uma formação gravitando entre charges, caricaturas e anatomias hipertróficas, não demorou muito para cair no gosto americano e consequente mente no gosto brasileiro.

Na minha opinião, me agrada o estílo e traço rápido dele, requisitos para produção em série exigidas pelo mercado comercial americano de HQs. É claro que um olho mais apurado reconhece algumas zonas de conforto nas formas - no melhor estilo Jim Lee. Mas é compreensível. Tem dia amigo... que a inspiração falha e a técnica tem que segurar as pontas!! E num mercado concorrido como o das HQs americanas o sujeito não pode dar bobeira. :-)    

... Mas essa...  é só a minha opinião! ;-)




Seguem abaixo outras publicações de Mike Deodato, a coferir:
DC Comics
  • Batman #570
  • Detective Comics #736
  • Legends of the Dark Knight *119 e *120
  • Flash (vol. 2)
  • Wonder Woman (vol. 2) #85, 90-100
  • Batgirl Annual #01

Marvel

  • ""4"" #18 (capa)
  • Amazing Spider-Man #509-528
  • Os Vingadores #384-402
  • Pantera Negra (vol. 3) #11-12, 23 (capa)
  • Bullseye: Greatest Hits #1-5 (capa)
  • Elektra #1-19
  • Fury: Peace Maker #1 (capa)
  • Hulk (vol. 3) #60-74
  • Marvel Comics Presents #3
  • Moon Knight (vol. 2) #20
  • New Avengers #17-20
  • New Avengers V2 #9 e #10 (série em andamento)
  • Secret Avengers #1-10
  • Punisher: War Journal #4
  • Punisher: Silent Night (one-shot)
  • Mulher-Hulk (vol.) #22-23, 27-28 (capa)
  • Spider-Man: Breakout #1-3
  • The Last Defenders #2
  • Thor #491-502
  • Thunderbolts #110-121
  • Tigra #1-4
  • Os Supremos Anual #2
  • Witches #1
  • X-Men Legacy #212
  • X-Men Unlimited #32
  • Wolverine - Roar (edição unica)
  • Dark Avengers #1-16

Image

  • Glory (Image Comics/Maximum Press)
  • Jade Warriors (Image/Avatar)

Dark Horse

  • Lady Death vs. Vampirella
  • Star Wars Tales 7
  • Xena #9 - 14

Outros

  • Santa Claws (Inovation Comics) -primeiro trabalho de deodato para o mercado americano-
  • Beauty and the Beast (Innovation)
  • Death Kiss (Desconhecido)
  • Lady Death (Chaos!)
  • Lost in Space (Innovation)
  • Mack Bolan (Desconhecido)
  • Purgatori (Chaos!)
  • Quantum Leap (Innovation)
  • Turok (Valiant Comics)
  • Dream Police (Icon)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tamagotchi chega à adolescência


O Tamagotchi é um dos ícones da cultura POP nos anos 90, que invadiu os anos 2000 e perdura ainda hoje - só que sem tanto estardalhaço. Em novembro de 1996 a Bandai – empresa japonesa que fabrica brinquedos, produz animações e mais recentemente jogos, este último associada à NAMCO – lança o Tamagotchi, um chaveirinho que trazia consigo um bichinho virtual que sofria de um tremendo decifit de atenção. Em suma, era um programinha que emulava expressões enquanto pedia comida, atenção e carinho. De início era direcionado ao público infantil japonês a partir dos 6 Anos de idade, a intenção era introduzir as responsabilidades que eles deveriam ter quando chegasse a hora de pedir um bichinho de verdade, além de introduzir o conceito de morte se o bichinho virtual não fosse bem cuidado. Com o sucesso conquistou o resto do mundo e outra faixa etária – a dos adolescentes. Pois bem, o aparelhinho virou febre e bombou na segunda metade da década de 90, a primeira geração de Tamagotchis resistiu até os idos de 2004. A próxima geração apareceu com a qualidade gráfica bem melhorada e a possibilidade de conexões por infravermelho. Como pretexto de interação entre os adolescentes da época o bichinho ganha habilidade de fazer novas amizades e até de procriarem. Nos idos de 2008 chegaram a alimentar o bichinho com um pedaço de maça e este foi parar no iPod Classic como um aplicativo.

Para comemorar os 15 anos do Tamagotchi a Bandai anunciou o lançamento do modelo iD L 15th Anniversary somente para os japoneses. Suas inovações? tela colorida, permite a instalação de um pedômetro, relógio e calculadora e mais um monte de tranqueiras que devem – muito provavelmente - estimular o proprietário a afogá-lo na pia do banheiro. Isso se ele não for a prova d´água!

Como eles morrem o Tamacídio no mundo todo – por dados informados pela Bandai – atualmente é de 78 milhões de Tamagotchis vendidos desde o seu lançamento de 1996.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fanzine, quanto mais fácil menos romântico?

Houve um tempo em que quando se queria fazer ser ouvido, mostrar seu trabalho, suas opiniões, difundindo sua Banda de Rock preferida, seus gibis preferidos, até mesmo mostrar o próprio trabalho o sujeito tinha que penar!! Hah tinha. Talvez o fanzine - aglutinação abreviada para Fanatic Magazine - tenham sido os precursores mais próximos daquilo que hoje chamamos de Blog.

É claro que eu não tô aqui para ensinar como se faz um fanzine daquela época, mesmo porque, hoje, seria uma tremenda perda de tempo escrever suas matérias na máquina de escrever, desenhar a mão cada página do fanzine - a versão pocket geralmente um A4 ou sulfite dobrado longitude e latitudinal; Mimiografar - isso mesmo - ou "Xerocar" uma série beeem limitada. Depois disso, trocar seus fanzines com outros fanzineiros se correspondendo através de carta. Trabalhão né!?!?

Pois é!!! Mas é claro que - na vida - aprendemos a dar valor àquilo que sofremos bastante para realizar. Hoje, ao invés deste trabalhão todo, abrimos uma conta em um servidor hospedeiro de blog gratuito, ajeitamos o design da página e digitamos nossa idéia. Será que ainda somos românticos? Hora, se fizermos um paralelo, antigamente tinhamos que cortejar a menina, pegar na mão dela, pedir pro pai dela permissão pra namorar, passar horas no sofá pra arrancar um beijim. Hoje, vamos pra uma balada, espera-se tocar Chiclete com Banana e já se cai matando. É... arrancar um beijo tá mais fácil, mas administrar a relação ainda dá o mesmo trabalho. Sim... ainda temos que pesquisar bastante a respeito da pauta que vamos postar, sim... ainda temos que desenhar a mão as tiras que vamos postar, sim... ainda temos que sentar e roteirizar nossas estórias, sim... ainda temos que ler muito para que nossa crítica seja realmente levada a sério, sim... ainda temos que correr atrás dos nossos pares para que estes tenham tempo e interesse de ler o que escrevemos. Seja um fanzine de papel ou eletrônico o que não mudou foi a qualidade da informação, de papel ou eletrônico se copiarmos e colarmos as publicações dos outros tornamo-nos desinteressantes do mesmo jeito. Sim... acho que ainda podemos ser românticos, desde que a paixão seja verdadeira. Tá mais fácil mas ainda dá trabalho!! :-)

Primeiro traço na folha branca.

Bom!!! Como dizem, o primeiro passo para realizar qualquer coisa é começar... e ai está, meu primeiro traço numa folha branca, o rompimento da inércia. Já fazia algum tempo eu queria reunir informações a respeito de arte sequencial (quadrinhos), toyart, desenhos animados, cinema dentre outras formas de expressão da cultura POP... coisas antes consideradas NERDS, quando nerd era algo pejorativo e não COOL, como é hoje... :-)

Pois bem esta vai ser minha coleção de informações, minha Wiki Banana. Se você está lendo e achou legal, vamos trocar figurinhas. Me passa seu blog e segue o meu, vamos fazer a informação girar!!!

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